Desde o início, o desporto do BTT e todo o equipamento envolvido têm estado em constante evolução, nos últimos anos temos assistido a uma rápida mudança na percepção de como uma bicicleta de montanha deve ser.
Quando surgiu o BTT, tudo o que tivesse roda 26", pneus largos e mudanças era considerado uma bicicleta de montanha. Esta descrição até era verdadeira no seu significado, uma bicicleta construída com o propósito de todo o terreno. Os pioneiros do BTT adaptaram as velhas bicicletas cruiser para serem utilizadas em todo o terreno e foram modificando os seus robustos quadros para utilizar pneus largos. A partir daí, a construção dos quadros e rodas começou a evoluir com materiais novos e mais leves. Os travões começaram a funcionar melhor e os pneus começaram a ter rastos e compostos de borracha especificos para todo o terreno. Subitamente a BTT era a bicicleta a comprar. Era polivalente e oferecia uma ampla escolha de mudanças que apelava a todo o tipo de utilizadores mesmo aqueles que não pretendiam uma utilização em todo o terreno. Não era raro ver pessoas na cidade com BTT'S e pneus slick largos.
Conforme o BTT evoluía, os tipos de bicicletas disponíveis no mercado acompanhavam a tendência. O segmento "mountain bike" ramificava-se em várias categorias de bicicletas específicas para cada tipo de terreno e utilização. À medida que o design se tornou específico como por ex. dowhill ou xc, tornava-se cada vez mais difícil a escolha da bicicleta ideal para aqueles que não se definiam exactamente como "freeriders" ou "racers". Muitos utilizadores achavam adequado o uso de suspensão total para utilização global mas não queriam incremento de peso ou perda de eficiência a subir.
Ao mesmo tempo andar numa bicicleta rígida de aço também não era das experiências mais agradáveis. Alguns perseguiam o sonho de uma bicicleta com curso de suspensões, não se importavam de sofrer nas subidas desde que descessem sempre a fundo. Outros optavam por manter a bicicleta leve, simples e pura ao investir em quadros em carbono rígidos e mesmo adaptados para single speed.
Quando os potenciais compradores entravam numa loja para comprar uma bicicleta, deparavam-se com uma escolha complicada pois eram confrontados com a questão de que tipo de ciclista seria e para que tipo de utilização seria a bicicleta. Queria simplesmente uma bicicleta de montanha. O que era necessário era uma bicicleta capaz de se adaptar a todo o tipo de terreno, que passou a ser chamada de "trail bike". Este tornou-se o segmento mais importante das bicicletas de montanha, dado que era apelativa a um grande número de utilizadores e assim qualquer um podia apreciar as características de uma bicicleta de montanha.
OA
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
O USO DE CAPACETE PELOS UTILIZADORES DE BICICLETA NÃO COMPETITIVOS
O USO DE CAPACETE PELOS UTILIZADORES DE BICICLETA NÃO COMPETITIVOS
A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) vem por este meio assinalar a sua posição quanto à sugestão de obrigatoriedade do uso obrigatório de capacete para os utilizadores de bicicleta.Tem sido sugerido por notícias presentes em alguma comunicação social, assim como em projectos-lei para alteração do código da estrada que o uso do capacete por parte de condutores de velocípedes sem motor venha a ser obrigatório. Sendo que qualquer utilizador de bicicleta se deve preocupar com a sua segurança, o uso do capacete não deixa de ser recomendado pela FPCUB, no entanto pelas razões abaixo indicadas, o uso do mesmo, não deve ser considerado obrigatório.Considerando que a tendência prioritária, no panorama da mobilidade nas cidades, é a maior utilização de Transportes Públicos assim como a promoção de modos suaves como o andar a pé ou de bicicleta, a FPCUB considera nefastos os efeitos que uma lei de obrigatoriedade do uso de capacete teria, nomeadamente em:· Redução do número de utilizadores de bicicleta nas estradas Portuguesas, à semelhança do que aconteceu noutros países com a introdução de leis similares;· Desincentivo ao uso de bicicleta para curtas deslocações e a baixas velocidades;· Manutenção do espírito competitivo que se vive nas estradas portuguesas ao estilo do `quanto mais rápido melhor e como se sabe, mais perigoso também.· Desinteresse pelas medidas de intervenção ao nível do desenho e adaptação do espaço urbano, desprezando o interesse de uma convivência de maior variedade de modos de locomoção, que por sua vez aumentaria, a segurança de todos.· Desequilíbrio ambiental, marginalizando um meio de transporte não poluente com vantagens evidentes para a saúde pública, quer seja para os seus utilizadores quer pela redução de emissões de CO2 e partículas poluentes que tanto assolam as nossas cidades e derivam principalmente do uso massivo do transporte motorizado individual.· Prolongamento do congestionamento existente das vias rodoviárias. Resumindo, esta medida é altamente penalizadora para o uso da bicicleta e contraproducente para a segurança rodoviária de todos. Está perfeitamente estabelecido que, quanto maior é a percentagem de deslocações realizadas a pé ou de bicicleta num país ou comunidade, melhor é a segurança rodoviária de todos. Acresce que, num contexto onde serão necessárias políticas coerentes de mobilidade, todo o quadro legislativo terá que ser construído de forma a não desencorajar os usos de modos mais sustentáveis.A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) considera que os utilizadores de bicicleta devem ter consciência dos perigos que incorrem sempre que usam a bicicleta e que decidam em função do percurso e da sua própria percepção do perigo a necessidade ou não do uso do capacete.
OA
A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) vem por este meio assinalar a sua posição quanto à sugestão de obrigatoriedade do uso obrigatório de capacete para os utilizadores de bicicleta.Tem sido sugerido por notícias presentes em alguma comunicação social, assim como em projectos-lei para alteração do código da estrada que o uso do capacete por parte de condutores de velocípedes sem motor venha a ser obrigatório. Sendo que qualquer utilizador de bicicleta se deve preocupar com a sua segurança, o uso do capacete não deixa de ser recomendado pela FPCUB, no entanto pelas razões abaixo indicadas, o uso do mesmo, não deve ser considerado obrigatório.Considerando que a tendência prioritária, no panorama da mobilidade nas cidades, é a maior utilização de Transportes Públicos assim como a promoção de modos suaves como o andar a pé ou de bicicleta, a FPCUB considera nefastos os efeitos que uma lei de obrigatoriedade do uso de capacete teria, nomeadamente em:· Redução do número de utilizadores de bicicleta nas estradas Portuguesas, à semelhança do que aconteceu noutros países com a introdução de leis similares;· Desincentivo ao uso de bicicleta para curtas deslocações e a baixas velocidades;· Manutenção do espírito competitivo que se vive nas estradas portuguesas ao estilo do `quanto mais rápido melhor e como se sabe, mais perigoso também.· Desinteresse pelas medidas de intervenção ao nível do desenho e adaptação do espaço urbano, desprezando o interesse de uma convivência de maior variedade de modos de locomoção, que por sua vez aumentaria, a segurança de todos.· Desequilíbrio ambiental, marginalizando um meio de transporte não poluente com vantagens evidentes para a saúde pública, quer seja para os seus utilizadores quer pela redução de emissões de CO2 e partículas poluentes que tanto assolam as nossas cidades e derivam principalmente do uso massivo do transporte motorizado individual.· Prolongamento do congestionamento existente das vias rodoviárias. Resumindo, esta medida é altamente penalizadora para o uso da bicicleta e contraproducente para a segurança rodoviária de todos. Está perfeitamente estabelecido que, quanto maior é a percentagem de deslocações realizadas a pé ou de bicicleta num país ou comunidade, melhor é a segurança rodoviária de todos. Acresce que, num contexto onde serão necessárias políticas coerentes de mobilidade, todo o quadro legislativo terá que ser construído de forma a não desencorajar os usos de modos mais sustentáveis.A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) considera que os utilizadores de bicicleta devem ter consciência dos perigos que incorrem sempre que usam a bicicleta e que decidam em função do percurso e da sua própria percepção do perigo a necessidade ou não do uso do capacete.
OA
segunda-feira, 16 de junho de 2008
BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno)
Boas pessoal.....
só para terem uma noção de como nasceu este grande desporto, aqui fica um artigo muito bom Bicicleta de Todo o Terreno, B.T.T., Bicicleta de Montanha ou ou Mountain Biking são várias denominações para o mesmo desporto, que nos tempos de hoje despertou o interesse de miúdos e graúdos.Não há unanimidade a respeito da origem deste movimento. Para muitos a febre do Mountain Biking deve-se a um grupo de rapazes americanos que desciam por brincadeira as montanhas californianas em meados dos anos setenta, com bicicletas que eles mesmo montavam.O interesse tornou-se tão grande, que levou grandes marcas comerciais a apostar forte nesta modalidade, tendo já algumas variantes como o Cross Country (prova em circuito fechado, em que se realizam vária voltas, com subidas, descidas e várias partes técnicas ), Down Hill (descida de montanha com trilhos rolantes de terra batida e técnicos irregulares que exigem perícia ), Up Hill (subida). Four Cross (descida com obstáculos para contornar) e Orientação ( Prova com o auxílio de mapas e aparelhos de oreintação tais como bússula e GPS, com o objectivo de chegar a um determinado ponto de chegada.A bicicleta todo-o-terreno ou bicicleta de montanha, é dotada de uma enorme versatilidade e robustez, que permite o ciclista explorar extensas regiões, que a pé se tornariam penosas, e de jipe seriam inacessíveis, disponibilizando um agradável contacto com a Natureza.É conveniente andar acompanhado sempre que possível e levar um telemóvel ou rádio de transmissões consigo, para o caso de sofrer algum acidente. Caso não esteja equipado com estes aparelhos será muito difícil, encontra-lo numa zona deserta. Deverá levar um cantil com água para evitar desidratação e alimentos para recuperar forças. As B.T.T.'s (Bicicletas - Todo - Terreno) são notavelmente diferentes das tradicionais bicicletas de "passeio", já que a sua estrutura foi desenhada a fim de adaptar-se às dificuldades do terreno. As soldas, os travões e a estética foram melhorados consideravelmente. Um grupo de desportistas aficcionados às montanhas foram os primeiros a practicar este desporto no Litoral Oeste dos E.U.A. e começaram por modificar elementos indispensáveis nas suas bicicletas.Estas bicicletas chegaram a Portugal no final da década de 80 onde reinavam até então as "Pasteleiras" as de ciclismo e as BMX.Actualmente podemos arriscar a dizer que as bicicletas que mais se vendem são as de BTT, mas também é uma realidade, que muitas destas bicicletas não têm a mínima qualidade para enfrentar os terrenos "Off-Road". Surgiram muitas marcas a fabricar bicicletas com aparência robusta a preços baixos, mas que numa análise mais aprofundada, são raras as peças que são de qualidade. A nível de Competição, existem e Portugal enúmeras Provas quer a nível Nacional, quer local, de todas as variantes do BTT.
Boas pedaladas
OA
só para terem uma noção de como nasceu este grande desporto, aqui fica um artigo muito bom Bicicleta de Todo o Terreno, B.T.T., Bicicleta de Montanha ou ou Mountain Biking são várias denominações para o mesmo desporto, que nos tempos de hoje despertou o interesse de miúdos e graúdos.Não há unanimidade a respeito da origem deste movimento. Para muitos a febre do Mountain Biking deve-se a um grupo de rapazes americanos que desciam por brincadeira as montanhas californianas em meados dos anos setenta, com bicicletas que eles mesmo montavam.O interesse tornou-se tão grande, que levou grandes marcas comerciais a apostar forte nesta modalidade, tendo já algumas variantes como o Cross Country (prova em circuito fechado, em que se realizam vária voltas, com subidas, descidas e várias partes técnicas ), Down Hill (descida de montanha com trilhos rolantes de terra batida e técnicos irregulares que exigem perícia ), Up Hill (subida). Four Cross (descida com obstáculos para contornar) e Orientação ( Prova com o auxílio de mapas e aparelhos de oreintação tais como bússula e GPS, com o objectivo de chegar a um determinado ponto de chegada.A bicicleta todo-o-terreno ou bicicleta de montanha, é dotada de uma enorme versatilidade e robustez, que permite o ciclista explorar extensas regiões, que a pé se tornariam penosas, e de jipe seriam inacessíveis, disponibilizando um agradável contacto com a Natureza.É conveniente andar acompanhado sempre que possível e levar um telemóvel ou rádio de transmissões consigo, para o caso de sofrer algum acidente. Caso não esteja equipado com estes aparelhos será muito difícil, encontra-lo numa zona deserta. Deverá levar um cantil com água para evitar desidratação e alimentos para recuperar forças. As B.T.T.'s (Bicicletas - Todo - Terreno) são notavelmente diferentes das tradicionais bicicletas de "passeio", já que a sua estrutura foi desenhada a fim de adaptar-se às dificuldades do terreno. As soldas, os travões e a estética foram melhorados consideravelmente. Um grupo de desportistas aficcionados às montanhas foram os primeiros a practicar este desporto no Litoral Oeste dos E.U.A. e começaram por modificar elementos indispensáveis nas suas bicicletas.Estas bicicletas chegaram a Portugal no final da década de 80 onde reinavam até então as "Pasteleiras" as de ciclismo e as BMX.Actualmente podemos arriscar a dizer que as bicicletas que mais se vendem são as de BTT, mas também é uma realidade, que muitas destas bicicletas não têm a mínima qualidade para enfrentar os terrenos "Off-Road". Surgiram muitas marcas a fabricar bicicletas com aparência robusta a preços baixos, mas que numa análise mais aprofundada, são raras as peças que são de qualidade. A nível de Competição, existem e Portugal enúmeras Provas quer a nível Nacional, quer local, de todas as variantes do BTT.
Boas pedaladas
OA
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