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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

BREVE HISTÓRIA SOBRE BTT

Desde o início, o desporto do BTT e todo o equipamento envolvido têm estado em constante evolução, nos últimos anos temos assistido a uma rápida mudança na percepção de como uma bicicleta de montanha deve ser.

Quando surgiu o BTT, tudo o que tivesse roda 26", pneus largos e mudanças era considerado uma bicicleta de montanha. Esta descrição até era verdadeira no seu significado, uma bicicleta construída com o propósito de todo o terreno. Os pioneiros do BTT adaptaram as velhas bicicletas cruiser para serem utilizadas em todo o terreno e foram modificando os seus robustos quadros para utilizar pneus largos. A partir daí, a construção dos quadros e rodas começou a evoluir com materiais novos e mais leves. Os travões começaram a funcionar melhor e os pneus começaram a ter rastos e compostos de borracha especificos para todo o terreno. Subitamente a BTT era a bicicleta a comprar. Era polivalente e oferecia uma ampla escolha de mudanças que apelava a todo o tipo de utilizadores mesmo aqueles que não pretendiam uma utilização em todo o terreno. Não era raro ver pessoas na cidade com BTT'S e pneus slick largos.

Conforme o BTT evoluía, os tipos de bicicletas disponíveis no mercado acompanhavam a tendência. O segmento "mountain bike" ramificava-se em várias categorias de bicicletas específicas para cada tipo de terreno e utilização. À medida que o design se tornou específico como por ex. dowhill ou xc, tornava-se cada vez mais difícil a escolha da bicicleta ideal para aqueles que não se definiam exactamente como "freeriders" ou "racers". Muitos utilizadores achavam adequado o uso de suspensão total para utilização global mas não queriam incremento de peso ou perda de eficiência a subir.
Ao mesmo tempo andar numa bicicleta rígida de aço também não era das experiências mais agradáveis. Alguns perseguiam o sonho de uma bicicleta com curso de suspensões, não se importavam de sofrer nas subidas desde que descessem sempre a fundo. Outros optavam por manter a bicicleta leve, simples e pura ao investir em quadros em carbono rígidos e mesmo adaptados para single speed.

Quando os potenciais compradores entravam numa loja para comprar uma bicicleta, deparavam-se com uma escolha complicada pois eram confrontados com a questão de que tipo de ciclista seria e para que tipo de utilização seria a bicicleta. Queria simplesmente uma bicicleta de montanha. O que era necessário era uma bicicleta capaz de se adaptar a todo o tipo de terreno, que passou a ser chamada de "trail bike". Este tornou-se o segmento mais importante das bicicletas de montanha, dado que era apelativa a um grande número de utilizadores e assim qualquer um podia apreciar as características de uma bicicleta de montanha.

OA

domingo, 24 de agosto de 2008

O USO DE CAPACETE PELOS UTILIZADORES DE BICICLETA NÃO COMPETITIVOS

O USO DE CAPACETE PELOS UTILIZADORES DE BICICLETA NÃO COMPETITIVOS

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) vem por este meio assinalar a sua posição quanto à sugestão de obrigatoriedade do uso obrigatório de capacete para os utilizadores de bicicleta.Tem sido sugerido por notícias presentes em alguma comunicação social, assim como em projectos-lei para alteração do código da estrada que o uso do capacete por parte de condutores de velocípedes sem motor venha a ser obrigatório. Sendo que qualquer utilizador de bicicleta se deve preocupar com a sua segurança, o uso do capacete não deixa de ser recomendado pela FPCUB, no entanto pelas razões abaixo indicadas, o uso do mesmo, não deve ser considerado obrigatório.Considerando que a tendência prioritária, no panorama da mobilidade nas cidades, é a maior utilização de Transportes Públicos assim como a promoção de modos suaves como o andar a pé ou de bicicleta, a FPCUB considera nefastos os efeitos que uma lei de obrigatoriedade do uso de capacete teria, nomeadamente em:· Redução do número de utilizadores de bicicleta nas estradas Portuguesas, à semelhança do que aconteceu noutros países com a introdução de leis similares;· Desincentivo ao uso de bicicleta para curtas deslocações e a baixas velocidades;· Manutenção do espírito competitivo que se vive nas estradas portuguesas ao estilo do `quanto mais rápido melhor e como se sabe, mais perigoso também.· Desinteresse pelas medidas de intervenção ao nível do desenho e adaptação do espaço urbano, desprezando o interesse de uma convivência de maior variedade de modos de locomoção, que por sua vez aumentaria, a segurança de todos.· Desequilíbrio ambiental, marginalizando um meio de transporte não poluente com vantagens evidentes para a saúde pública, quer seja para os seus utilizadores quer pela redução de emissões de CO2 e partículas poluentes que tanto assolam as nossas cidades e derivam principalmente do uso massivo do transporte motorizado individual.· Prolongamento do congestionamento existente das vias rodoviárias. Resumindo, esta medida é altamente penalizadora para o uso da bicicleta e contraproducente para a segurança rodoviária de todos. Está perfeitamente estabelecido que, quanto maior é a percentagem de deslocações realizadas a pé ou de bicicleta num país ou comunidade, melhor é a segurança rodoviária de todos. Acresce que, num contexto onde serão necessárias políticas coerentes de mobilidade, todo o quadro legislativo terá que ser construído de forma a não desencorajar os usos de modos mais sustentáveis.A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) considera que os utilizadores de bicicleta devem ter consciência dos perigos que incorrem sempre que usam a bicicleta e que decidam em função do percurso e da sua própria percepção do perigo a necessidade ou não do uso do capacete.

OA

segunda-feira, 16 de junho de 2008

BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno)

Boas pessoal.....

só para terem uma noção de como nasceu este grande desporto, aqui fica um artigo muito bom Bicicleta de Todo o Terreno, B.T.T., Bicicleta de Montanha ou ou Mountain Biking são várias denominações para o mesmo desporto, que nos tempos de hoje despertou o interesse de miúdos e graúdos.Não há unanimidade a respeito da origem deste movimento. Para muitos a febre do Mountain Biking deve-se a um grupo de rapazes americanos que desciam por brincadeira as montanhas californianas em meados dos anos setenta, com bicicletas que eles mesmo montavam.O interesse tornou-se tão grande, que levou grandes marcas comerciais a apostar forte nesta modalidade, tendo já algumas variantes como o Cross Country (prova em circuito fechado, em que se realizam vária voltas, com subidas, descidas e várias partes técnicas ), Down Hill (descida de montanha com trilhos rolantes de terra batida e técnicos irregulares que exigem perícia ), Up Hill (subida). Four Cross (descida com obstáculos para contornar) e Orientação ( Prova com o auxílio de mapas e aparelhos de oreintação tais como bússula e GPS, com o objectivo de chegar a um determinado ponto de chegada.A bicicleta todo-o-terreno ou bicicleta de montanha, é dotada de uma enorme versatilidade e robustez, que permite o ciclista explorar extensas regiões, que a pé se tornariam penosas, e de jipe seriam inacessíveis, disponibilizando um agradável contacto com a Natureza.É conveniente andar acompanhado sempre que possível e levar um telemóvel ou rádio de transmissões consigo, para o caso de sofrer algum acidente. Caso não esteja equipado com estes aparelhos será muito difícil, encontra-lo numa zona deserta. Deverá levar um cantil com água para evitar desidratação e alimentos para recuperar forças. As B.T.T.'s (Bicicletas - Todo - Terreno) são notavelmente diferentes das tradicionais bicicletas de "passeio", já que a sua estrutura foi desenhada a fim de adaptar-se às dificuldades do terreno. As soldas, os travões e a estética foram melhorados consideravelmente. Um grupo de desportistas aficcionados às montanhas foram os primeiros a practicar este desporto no Litoral Oeste dos E.U.A. e começaram por modificar elementos indispensáveis nas suas bicicletas.Estas bicicletas chegaram a Portugal no final da década de 80 onde reinavam até então as "Pasteleiras" as de ciclismo e as BMX.Actualmente podemos arriscar a dizer que as bicicletas que mais se vendem são as de BTT, mas também é uma realidade, que muitas destas bicicletas não têm a mínima qualidade para enfrentar os terrenos "Off-Road". Surgiram muitas marcas a fabricar bicicletas com aparência robusta a preços baixos, mas que numa análise mais aprofundada, são raras as peças que são de qualidade. A nível de Competição, existem e Portugal enúmeras Provas quer a nível Nacional, quer local, de todas as variantes do BTT.

Boas pedaladas

OA